A última milha e a experiência do consumidor

Em tendências de consumo, a última milha é um termo usado para descrever a etapa final da viagem do produto antes que ele chegue à porta do seu cliente. Com o crescimento do e-commerce, esta fase virou foco de muita atenção, já que a entrega para o consumidor final pode representar 20% do custo logístico total.

As startups vem criando alternativas revolucionárias para esta etapa da cadeia de suprimentos, algumas delas são:

Drones
Aeronaves autônomas poderão fazer entregas de até 15kg, reduzindo consideravelmente o tempo e o custo de pequenas compras;

Crowdsourcing
Neste modelo as pessoas se cadastram em uma rede e podem escolher entregas específicas para fazer. A flexibilidade pode ser a principal vantagem para as empresas, pois podem usar recursos já existentes, como motoristas de Uber ou Táxi, para completar as entregas;

Veículos autônomos
Vans cheias de gavetas com senha, tipo aquelas de correspondências, param na frente da sua casa e você só precisa digitar a senha para desbloquear a entrega;

Bicicleta
Entregas via bicicleta já são comuns para documentos e comida, mas a tendência é este modal avançar para outros tipos de produtos, principalmente, por ter um apelo ecológico;

Droids
São robôs que trafegam pelas calçadas para fazer entregas pequenas e mais próximas do consumidor final;

Estes são apenas alguns tipos de inovação que estamos vendo nascer e que, realmente, tendem a reduzir custo e tempo de entrega, além criar novas e melhores experiências para o consumidor.

Mas este é só um lado da moeda. Estima-se que as compras online cheguem a 8,8% das vendas no mundo e, neste percentual, as inovações citadas acima vão ajudar muito. Mas a realidade é que o mundo ainda é offline. A grande maioria das pessoas prefere sair de casa, ir até uma loja e comprar o que precisa.

Em uma pesquisa recente, a Reuters/Ipsos poll perguntou: Porque o shopper dos EUA não faz suas compras de supermercado online? Três quartos dos compradores online entrevistados disseram que raramente ou nunca compram mantimentos dessa maneira. 75% responderam que, simplesmente, preferem ir pessoalmente fazer suas compras.

Resumindo, em mais de 90% das vendas quem faz a última milha é o consumidor, e pelos números parece que isso não vai mudar. Um dos grandes desafios é proporcionar soluções para melhorar este cenário.

Só no Brasil a indústria lança mais de 18 mil produtos todo ano. O shopper quando questionado ao sair das lojas, diz que só percebeu 5 lançamentos. Neste caso podemos até ter inspirado o shopper a comprar o produto recém-lançado, mas não estamos conseguindo mostrar pra ele onde comprar.

Já é possível melhorar a experiência de quem compra em lojas físicas. Uma alternativa é mostrar a informação de disponibilidade dos produtos para o shopper. Agregar à campanha de marketing um localizador de produtos pode direcionar os consumidores para as lojas certas, que já tem o produto em estoque. Isto aumenta as vendas reduzindo ruptura de estoque e melhorando a experiência dos consumidores.

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Outra prática importante é dar visibilidade, em tempo real, da distribuição dos lançamentos para a área de Marketing. Com estas informações é possível escolher qual o local e o momento mais apropriado para fazer uma campanha geolocalizada. Ao usar a informação de disponibilidade para decidir onde e quando disparar uma campanha, você evita atingir consumidores em regiões que seu produto ainda não está disponível e melhora a eficiência do dinheiro investido na comunicação.

Os novos meios para realizar as entregas, a possibilidade de localizar os produtos em lojas físicas e o uso da tecnologia para gerar visibilidade das informações em tempo real são apenas algumas inovações. Ainda há muito espaço para novidades na última milha do shopper de loja física.

Fernando Farias, CEO Gofind